sexta-feira, 28 de agosto de 2015
domingo, 2 de novembro de 2014
Fim do esgoto no cais T, adiado! Sem fim à vista.
Com a
Proposta para as Grandes Opções do Plano e Orçamento da Câmara de Olhão para
2015 ficamos a saber que ainda não vai ser este ano que as águas residuais, vulgo:
esgoto, que são diariamente lançadas à Ria vão acabar.
Primeiro, não
era verdade, Francisco leal e António Pina negavam a evidência que corria aos
olhos de todos.
Depois de
tanta denúncia e na última campanha eleitora já admitiam que não eram só águas
pluviais que eram ali lançadas na Ria, era mesmo uma cloaca urbana.
A Ambiolhão,
empresa municipal para tratar destas coisas, administrada pelo Presidente da
Câmara, investigou e identificou como sendo o ponto mais preocupante em termos de descarga de águas com características
residuais o coletor que desagua junto ao
cais T - coletor da Tranje , como
pode ser lido (p.13) no Plano deAtividades e Orçamento Previsional para 2015 da Ambiolhão.
Identificado
o problema e encontrada a solução, lógico seria a sua resolução para por fim a
um dos focos de poluição na Ria Formosa, com anos de existência e com custos
para as actividades económicas e consequentes efeitos sociais, mas não, não é
contemplado nos investimentos para 2015.
Bem podemos
continuar a clamar para Santo André interceder junto de seu irmão Pedro
sábado, 25 de outubro de 2014
António Pina convive mal com a Democracia
Presidente da
Câmara de Olhão dá 73 horas para exercício do Direito de Oposição para
apreciação da proposta das Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2015 a
representação política da oposição.
Está a
decorrer a elaboração da proposta de orçamento municipal de Olhão para 2015,
numa democracia autêntica seria garantida a participação de todos os munícipes,
actualmente, a lei assegura de uma forma limitada e através das representações
partidárias eleitas, mesmo às minoritárias a intervenção.
António Pina
vem da escola do anterior presidente, Francisco Leal, onde o lema era o “posso,
quero e mando” e “não tenho que prestar contas a ninguém” só que o contexto
político local já não é o mesmo, a maioria absoluta acabou, continuando o PS
maioritário, nos órgãos executivo (CM) e deliberativo (AM), não tem a maioria
em ambos e tem sido obrigado a algumas concessões de verniz democrático e a
mais não cede porque para a generalidade da oposição não são claras as regras
da transparência.
Estranhando não
ser chamado como representante de uma expressão política cidadã na Assembleia Municipal,
reclamei dessa omissão e em 19 h00 tive
como resposta a fixação de 73 horas
para me pronunciar.
Não é com
este prazo que o documento de 60 páginas com a previsão do que deverá ser a
vida camarária para o próximo ano poderá ser analisado e menos emitir uma
opinião e apresentar propostas sérias, honestas em defesa dos cidadãos munícipes
pode ser feito, mas de qualquer modo não deixo de tornar público o seu conteúdo
ao livre conhecimento e aos comentários de quem estiver interessado em
pronunciar-se.
Projecto de “As
Grandes Opções do Plano e Orçamento para o ano de 2015” do município de Olhão –
ver documento
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terça-feira, 7 de outubro de 2014
Câmara de Olhão à mercê da corrupção
Em 2008 perante uma forte opinião pública critica e sensibilizada contra os casos de
corrupção na administração pública que vinham a ser diariamente conhecidos o
Tribunal de Contas com a intenção de dar mais transparência fez uma recomendação com caráter vinculativo
para cada um e todos os organismos de Estado, central local e para empresas
participadas a elaboração de um Plano de Gestão de Riscos de Corrupção e Infracções
Conexas .
A Câmara de Olhão
adiou, adiou e foi das últimas a elaborar e aprovar o seu Plano, onde se vinculava a elaborar anualmente um Relatório
sobre a sua implementação, escusado será dizer que nunca mais se ouviu falar no
assunto, não era de admirar pois o galinheiro tinha ficado à guarda das raposas.
A IGF –
Inspecção Geral de Finanças numa Auditoria ordinária em 2013 verificou
que o plano camarário carecia de actualização e fez uma recomendação
intimatória ao executivo, já a 15 de setembro António Pina presta informação
sobre a implementação das recomendações (ver Relatório/Auditoria e as desculpas engenhocadas da Câmara).
Este
relatório da IGF, é obrigatório ao órgão Câmara dar conhecimento à Assembleia
Municipal para esta tomar posição o que entretanto não aconteceu apesar de já
posteriormente se ter realizado uma Sessão Plenária (26-09), o que só por si revela bem o que o Presidente
António Pina entende por transparência.
Entretanto já
lhe tinha sido pedido 24 de Julho
que informasse e desse conhecimento à Assembleia Municipal do Relatório de 2013
previsto no Plano Municipal de Prevenção, sem que o chefe do executivo tinha
satisfeito pedido, o que mais uma vez revela bem o que o Presidente António
Pina entende por transparência.
Bem podemos
dizer que a Corrupção e Infrações Conexas têm as portas escancaradas na Câmara
de Olhão com apadrinhamento do Presidente e a aquiescência da oposição que
medrosamente titubeia algumas dúvidas.
Se provas
forem precisas, basta confirmar com a queixa (ver 1ª queixa), (resposta da CMO com Parecer Jurídico), ( e 2ª queixa) a toda a vereação de um
caso de incompatibilidade por acumulação ilegal de funções por parte funcionário
e confissão pela própria Divisão Jurídica de favorecimento de terceiros por
parte do superior hierárquico da funcionária o executivo camarário não reage, a
Câmara pela omissão de decisão torna-se num órgão que não merece crédito dos munícipes
para administrar os fundos públicos.
A Câmara está
aberta ao saque.
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sábado, 4 de outubro de 2014
Olhão espartilhado - Pela irresponsabilidade da Câmara
A REFER
prometeu e cumpriu, fechou a passagem pedonal ao nível da linha de ferro por
cima do túnel que liga a Av. da República com a Av. Bernardino Silva.
Os milhares
de munícipes apeados que diariamente são obrigados a passar de norte para sul e
vice-versa são agora obrigados a percorrer, o único disponível, uma das duas
passadeiras que acompanham o piso do túnel em toda a sua extensão, com declive
e subida de grande inclinação para grande dificuldade de circulação para todos
os de mobilidade reduzida e impossível para os incapacitados motores.
São os
estudantes, a esmagadora maioria dos que moram a sul e tem as suas escolas a
norte, é a população com necessidade de se deslocar ao Centro de Saúde ou ir até
às malfadadas Finanças para pagar impostos, ou os de norte para irem ao Mercado,
às repartições públicas, os de ambos os lados no movimento diário de casa –
emprego – casa, ficam bastante prejudicados com o fecho desta passagem e os
idosos proibidos de circular na sua terra.
A REFER, é
sabido, é um estado dentro do próprio Estado, com poderes que se sobrepõem aos
das autarquias locais sem que tenha de acatar as decisões ou opiniões que estas
tenham sobre as medidas e decisões que tome em nome do seu funcionamento.
A REFER,
para o fecho desta passagem de nível invoca uma alteração à sinalética ligadas
às alterações de circulação ferroviária e a razões de segurança para os
transeuntes, teve neste caso o cuidado de informar já em 2010 a Câmara de Olhão
das suas intenções e apresentou alternativas a suas expensas a que o presidente
na altura, o Sr. Francisco Leal ignorou, nem respondeu, conforme pode ser
conferido pela leitura desta correspondência.
António Pina
só acordou para o problema em cima do acontecimento e para se armar em vítima,
quando as vitimas que as há, são os olhanenses, vítimas de uma gestão camarária
errática, irresponsável com um presidente que toma o exercício do cargo que
ocupa como uma brincadeira com a agravante de ser acompanhado pela policrómica vereação.
Às propostas
da REFER não contrapropôs, ao problema não resolve.
Aprovou o
executivo na última reunião, a 1-09, um estudo para uma eventual acção judicial
para reposição ao estado anterior invocando razões de interesse público com o
risco de serem sempre inferiores aos interesses públicos invocados pela REFER e
a de pedir a reabertura da passagem fechada.
Medidas inócuas,
sem qualquer consequência a não ser a continuação dos transtornos e prejuízos para
os olhanenses.
O Executivo
camarário tem que assumir as culpas humildemente junto da população e retomar
as negociações com a REFER para encontrar uma solução, tem que haver solução.
Que pode
passar transitoriamente pela proposta pela Câmara, a reabertura temporária da
passagem fechada com sinalização avisadora sonora e visual e debater as
alternativas da REFER que com algumas alterações não são desprezíveis.
terça-feira, 26 de agosto de 2014
Amanhã é dia decisivo para o futuro de Olhão
Depois várias
tentativas de aprovação pela vereação do Relatório da Execução do PDM – Olhão, uma vezes porque
os vereadores da oposição não se sentiam suficientemente informados e
esclarecidos, na última e à última hora terem descoberto que tinha de ser em
sessão pública, é agora amanhã que executivo que mais uma vez vai ser chamado a
votos.
Este Relatório
a ser aprovado vai condicionar, determinar os parâmetros do futuro PDM – Plano Director
Municipal, o instrumento mais importante na gestão e planeamento para os
próximos anos de Olhão.
O traçado de
novas redes viárias, alteração das actuais, a definição de novas zonas de
expansão urbana e alteração às actuais, define a localização e que equipamentos
estruturantes vão ser criados, enfim as linhas mestras do futuro da Cidade e do
concelho de Olhão.
Já vem dos
últimos anos da gestão de Francisco Leal a tentativa de revisão do PDM, em 2011
chegou a ser elaborado um relatório por uma empresa escolhida por concurso
público e aprovado o início do procedimento de revisão, não teve força
suficiente para avançar e deixou morrer a iniciativa. As propostas do relatório
não eram suficientemente atractivas para satisfazer a gulodice dos que o
cercavam.
Agora António
Pina, estribado num protocolo oneroso com uma equipa universitária ali à mão do
camarada Arq. Pardal já encontrou as propostas mais de acordo com as suas
ideias de desenvolvimento no seguimento da apresentada ainda em campanha
eleitoral de se passar a produzir e empacotar medicamentos em Olhão para exportação.
Esventrar o
núcleo histórico da cidade com vias rodoviárias que não se sabe a função,
aterrar a Ria Formosa na frente sul da Fuzeta para resorts de luxo, murar o
núcleo edificado na Ilha da Armona para prevenção de tsunamis, …. de tudo um
pouco de mirabolante e fantasioso é proposto.
Com uma
caracterização do concelho que usa dados que se não foram inventados são criação artística.
Mas sempre
tudo feito no maior segredo, escondido dos munícipes, onde até os próprios
vereadores para saberem alguma coisa teve que ser com recusa em votar invocando
desconhecimento, fugindo quando instado
a prestar informação e esclarecimento público.
Esta revisão
do PDM tem tudo para ser a maior aberração jamais feita em Olhão, aos olhos de
todos sem se ver.
E à terceira não tem que ser de vez
O PDM em
vigor data de 1995, está esgotado pela sua execução ao longo destes anos,
ultrapassado porque a realidade actual já não era a mesma que era, variação
demográfica em número e localização, novas necessidades e interesses sociais e
económicos, nova legislação em matéria de ordenamento, novas preocupações como a
a qualidade de vida e ambientais tornam necessário definir novas regras para a
Cidade e concelho que desejamos e queremos para viver, Olhão.
A oposição
que tentas promessas de consulta aos munícipes fez na campanha eleitora e por
isso foram eleitos tem agora uma palavra a dizer da veracidade das suas reais
intenções, a opinião dos olhanenses deve ser ouvida.
A reunião
camarária amanhã, 27, é pública, tem uma agenda pequena e começa às 9h30, vamos ver como vai ser a votação
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
Com tanta bondade da Câmara de Olhão, há que desconfiar
Todos nós
temos alguém na família ou pelo menos, um alguém conhecido que não sofra de
problemas de visão sem que consiga resposta eficaz pelo Serviço Nacional de Saúde
nem por falta de meios económicos recorrer à medicina privada.
É uma
realidade que em Olhão tem a agravante de largos sectores da população pelas
actividades que exercem ligadas ao mar estão sujeitas a maior exposição ao sol
com reflexo no número de casos de cataratas sem que sejam diagnosticados a
tempo nem tratados.
O Estado
mostra-se incapaz de resolver o problema, este governo escusa-se esvaziando
ainda mais o SNS e atirando a solução para os privados, a estes não chegam os
depauperados – hoje a maioria da população, algumas Câmaras, agora também a de
Olhão alinha com o governo e substitui-se ao SNS entregando a prestação dos
serviços de saúde aos privados.
E quem paga
são todos, duas vezes, com os impostos para o estado e descontos para a TSU no
financiamento do SNS e segunda vez com as contribuições para o erário camarário
que paga aventuras mais demagógicas que eficácia garantida.
Em Olhão,
este serviço, apareceu pela mão do presidente António Pina a mano com o dirigente distrital do PSD Luis
Gomes e também pres. da câmara de VRSA, num processo em que a vereação esteve
excluída, só tendo sido chamada aaprovar quando a procissão já estava de regresso à igreja, com os votos a
favor dos comprometidos PSD , contra da CDU
e abstenção de BE.
Mais de um
mês antes do conhecimento e da aprovação pela vereação já tinham sido pagos 27 000€ mais IVA.
Este Projeto
Cuidar à semelhança de outras actividades camarárias corre o risco de se tornar
um sorvedouro de fundos públicos e de utilização demagógica e populista tão
necessários ao poder no executivo que tem a cada dia que passa mais vozes de
descontentamento pela inépcia que revela na resolução dos problemas que afectam
o concelho.
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
Inconfidências na Câmara de Olhão
Com a “possibilidade”
da Feira de São Miguel.
António Pina
de acordo com a última Acta publicada no site oficial da Câmara, revelou aos vereadores
ultrapassando quiçá as reticências que a vereadora Gracinda Rendeiro terá, que
esta está a “envidar esforços” no
sentido “de se permitir novamente a
realização da Feira de São Miguel” sem custos nem despesas, deixando para
mais tarde mais pormenores desta “possibilidade”.
Nestes
termos como foi anunciado talvez seja mesmo melhor adiar para melhores dias.
A não ser
que se queira realizar um encontro de tendeiros e chineses com os restos de fim
de estação balnear.
A Feira de
São Miguel como era, acabou!
Esta é a
realidade, como ela as congéneres que se realizavam até há trinta anos pelo
país, as amostras que ainda resistem se realizam são-no em localidades fortemente
ruralizados e integradas em festejos mais amplos de índole religioso popular.
A Feira tem
de ser repensada, começando logo pela sua necessidade e sendo, em que moldes? Precisa
de local? Precisa, é aproveitar a revisão do PDM para o estabelecer, onde tenha
lugar a promoção das atividades económicas do concelho, um espaço onde pelo
menos para se fazer xi-xi não tenha que se ir mijar ali atrás.
Um Parque
para Feiras, Exposições e eventos de lazer e recreio, onde também caiba o
Festival do Marisco.
Assim poderíamos
ter uma Feira planificada com êxito mensurável e minimamente garantido e acabar
com iniciativas erráticas feitas em cima do joelho.
Ainda bem
que está no campo do ser “possível”.
terça-feira, 5 de agosto de 2014
As Verdades Ocultas na Câmara de Olhão
Divisão de
Gestão Urbanística e Ambiente da Câmara de Olhão envolvida em favorecimento de
privado com fornecimento de recursos humanos a obras de construção de privado.
O Processo
de licenciamento e Obras do Centro Comunitário Verdades Escondidas é uma autêntica
caixa de Pandora em matéria de ilegalidades e violações aos normativos legais.
Não bastava
que a autora do projecto de arquitectura fosse da autoria de funcionária em acumulação
incompatível de funções não passível de autorização, como é a própria divisão
camarária onde presta serviço que propõe à consideração superior e aceite
favoravelmente, a sua dispensa para se ausentar para ir prestar assistência à obra
da entidade privada.
A Divisão de
Gestão Urbanística e Ambiente e a entidade superior com esta autorização está a
cometer crime, ao fornecer a um privado recursos que são público camarários, isto
quando já não deveríamos estar no tempo em que se punham máquinas, materiais e
pessoal da Câmara a fazer estrada para a casa do sr. vereador.
A Sra. chefe
da Divisão à laia de fundamentação justifica-se como tendo sido a Câmara que
forneceu o projeto, quando não é verdade, o responsável coordenador do projecto
é o Eng. José Agostinho Brito Correia Dourado, com escritório na cidade de
Olhão e sem qualquer vinculo laboral com a Câmara e a dona da obra recebeu a
título de apoio a “despesas com a elaboração projetos” 130.000,00€ mais 6.000,00 € em subsídios da edilidade.
É mais uma
situação de promiscuidade instituída no tempo das vereações anteriores sob o
comando de Francisco Leal mas que parece continuar a ser endémica na Câmara de
Olhão.
São as
Empresas Municipais com administradores que respondem a si mesmos como
vereadores, são concursos públicos de admissão de pessoal, de aquisição de bens
e serviços que não se livram do estigma da suspeição da falta de isenção e
imparcialidade, quando no universo da Câmara mais Empresas Municipais o
obrigatório ROC – Revisor Oficial de Contas é a mesma entidade que faz a
auditoria externa às contas, então temos tudo dito.
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quinta-feira, 31 de julho de 2014
santa paciência
O Sr. Presidente da Câmara de Olhão pelos vistos não
sabe o que é imparcialidade, pelo que afirmou ontem na reunião pública do
executivo está tudo normal perante a queixa que lhe apresentei.
Como compete à Assembleia Municipal fiscalizar o
executivo, irei lá colocar a questão na próxima reunião mas dei já a conhecer o
assunto aos deputados municipais, para que quando chegar a altura ninguém acorde
a dizer que desconhecia.
Olhão, 31-07-14
Boa tarde
Sras. e Srs. Deputados Municipais
Olhão
Tomo o V. tempo porque acho que o exercício do cargo
de deputado municipal não se circunscreve apenas às reuniões da Assembleia
Municipal mas, a um permanente acompanhamento e fiscalização da actividade do
executivo camarário, daí que vos venha informar de uma queixa que apresentei ao
Sr. Presidente da Câmara com conhecimento a todos os Vereadores de uma situação
de que tomei conhecimento de violação grave do dever de imparcialidade de um(a)
funcionária da Divisão de Gestão Urbanística e Ambiente num processo de
licenciamento e obras que consultei.
Neste processo, como poderão constatar, uma
funcionária executou trabalhos da sua especialidade, arquitectura, para um
privado a serem sujeitos a aprovação para licenciamento no órgão administrativo
onde presta serviço, para além de se tratar de uma incompatibilidade de funções
não suprível ainda acarreta outras consequências tratando-se de trabalho
desenvolvido no horário de trabalho e com meios da autarquia.
São motivos para que seja levantado processo
disciplinar ao funcionário e inquérito à Divisão de G. U. A.
Segue a queixa que apresentei.
Cumprimentos
Raul Coelho
De: Raul Coelho
Enviada: quinta-feira, 24 de Julho de 2014 14:46
Para: 'Pres. António Pina'
Cc: 'Carlos Martins'; 'Gracinda Rendeiro'; 'Sebastião Coelho'; 'Ivo Madeira'; 'Eduardo Cruz'; 'Luís Viegas'; ‘Domitília Matias’
Assunto: Incompatibilidade no Proc. 16/2012
Importância: Alta
Enviada: quinta-feira, 24 de Julho de 2014 14:46
Para: 'Pres. António Pina'
Cc: 'Carlos Martins'; 'Gracinda Rendeiro'; 'Sebastião Coelho'; 'Ivo Madeira'; 'Eduardo Cruz'; 'Luís Viegas'; ‘Domitília Matias’
Assunto: Incompatibilidade no Proc. 16/2012
Importância: Alta
Exmo. Sr.
Presidente
da Câmara
Municipal de Olhão
Dr. António
Pina
O signatário
foi consulente do Processo de Obras n.º 16/2012 tendo verificado o que adiante
dá conta, para o qual pede a V. e aos Srs. Vereadores a apreciação merecida.
O que foi
dado a ler foram cópias dos documentos que supõe-se integrarem o Processo
original, este na posse da Polícia Judiciária (anexo:PJ)
Primeiro:
No Proc.
16/2012 não consta documento que titule a entidade privada requerente –
Verdades Escondidas, Associação – de direitos de propriedade constituídos com
validade perante terceiros sobre o terreno objecto da edificação/construção de
um Centro Comunitário, titulação absolutamente necessária para obtenção do
licenciamento de acordo com a legislação.
O documento
necessário não poderia ser passado uma vez que ainda recentemente, dia 02 de
Junho pp a Conservatória do Registo Predial emitiu descrição matricial do
terreno em causa omissa em quaisquer direitos conferidos à Verdades Escondidas
– Associação.(anexo: descrição matricial)
Segundo:
No Processo
16/12 surge como responsável e autor pelo Projecto de Arquitectura
(anexo:Termo de Responsabilidade) e declarante da Estimativa Orçamental
(anexo;: Estimativa Orçamental), a Sra. Inês Faísca Neves Mercês, Arquitecta
com inscrição na Ordem dos Arquitectos (anexo Declaração Ordem Arq.) e a
prestar serviço na Câmara Municipal de Olhão conforme a própria declara no
Termo de Responsabilidade (anexo: Termo Responsabilidade).
Ora acontece
que existido relação de emprego entre esta Câmara e a Sra. Arq. Inês Mercês,
esta, está sujeita ao dever de Imparcialidade pelo Estatuto Disciplinar dos
Trabalhadores Que Exercem Funções Públicas, consignado na Lei 58/2008, pelo
que, a sua participação neste processo de licenciamento de obras particulares,
está claramente a violar.
Pela Lei n.º
12-A/2008 de 27 de Fevereiro que Estabelece os regimes de vinculação, de
carreiras e de remunerações dos trabalhadores que exercem funções públicas,
estamos perante uma situação acumulação com funções privadas pela Sra. Arq.
Inês Mercês, incompatíveis pelo Art. 28. Mesmo com a autorização prevista no
Art. 29, esta actividade privada nunca poderia ser junto da Câmara de Olhão
conforme a Lei nº 12-A.
Não é de
supor que esta participação da Sra. Arq. na elaboração dos projectos deste
processo de licenciamento tenha sido a título gracioso, e, mesmo que o fosse
não a isentaria de incompatibilidade (nº4- do citado Art. 28) por a entidade
requerente – Verdades Escondidas – ter pedido e ser-lhe concedido um subsídio
pela Câmara de Olhão no valor de 7 000,00€ para “fazer face a despezas
com a elaboração de projectos” , comforme a Acta nº33 do dia 21 de NOV de
2012 e um outro subsídio no valor de 130 000,00
para fazer face às despesas com a elaboração dos projetos referentes à
construção do Centro Comunitário, conforme pode ser constatado na Ata nº 19 da
reunião do dia 03 de Julho de 3013.
Não tendo
sido já levantado procedimento disciplinar é da competência do Presidente da
Câmara pelo Código de Procedimento Administrativo, fazê-lo.
Os factos
apresentados são todos confirmáveis em documentação da própria Câmara e o seu
desconhecimento não pode vir a ser invocado de boa-fé pelo Presidente e
Vereadores, nem o facto de o Processo 16/2012 estar a ser investigado pela
Polícia Judiciária é gerador de suspensão para os prazos processuais
administrativos.
Com os
cumprimentos
Raul Coelho
segunda-feira, 21 de julho de 2014
Transparência na Câmara de Olhão só a ferros, e . . .
No princípio
do mês de Junho pedi como cidadão o acesso
a informação e consulta a um processo camarário, um à Ambiolhão outro à Câmara,
passou o tempo que a lei estipula para ser satisfeita a pretensão e nada.
Depois de
protestos junto da vereação, queixas para a CADA – Comissão de Acesso aos
Documentos Administrativos lá a Ambiolhão se dignou prestar as informações
pedidas, diziam respeito aos herbicidas usados em Olhão na erradicação das
plantas infestantes em espaços públicos, curiosidade que tive depois de ouvir
várias reclamações de pessoas que se sentiram incomodadas e com mau estar depois de uma
recente aplicação.
…
No seguimento do solicitado informamos que a Ambiolhão, E.M
utiliza na sua atividade de controlo de infestantes os herbicidas: “Premier
Envision” e “Piton Verde”. Ambos constam da “Lista de Produtos
Fitofarmacêuticos Autorizados em Portugal” (que poderá consultar do sitio da
Internet da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária) e tem na sua
constituição a substância ativa “glifosato” sendo a mais indicada para o
controlo de infestantes em áreas urbanas, de lazer e vias de comunicação e
porque não tem um efeito residual, é extremamente segura para o homem, outros
animais (terrestres e aquáticos) e ambiente em geral.
No entanto, e por se tratarem de produtos fitofarmacêuticos, o
risco que representam para os seres humanos e/ou outros organismos vegetais e
animais, está dependente da sua toxicidade e da exposição a que as pessoas ou
organismos ficam sujeitos quando os manipulam ou usam. Por esta razão os
nossos colaboradores estão habilitados para a aplicação destes produtos
(formação em aplicação de PF’s) e a Ambiolhão, E.M dispõe ainda de um Técnico
Responsável que coordena as acções de controlo de infestantes e zela pelo
cumprimento da legislação em vigor.
….
|
Até se pode
dizer que está tudo bem, são produtos homologados só que o princípio activo é o
mesmo que o do célebre Roundup, o Glifosato que aparece ligado às plantas transgénicas e à Monsanto, a
tal empresa que quer ser dona de todas as sementes agrícolas.
A sua
substituição por herbicidas ecológicos não ficaria mal e nós mais seguros.
Já o Sr. António
Pina num gesto de “magnanimidade” em nome da transparência também acabou por
autorizar a consulta ao processo de licenciamento e obras do Centro Comunitário
da Associação Verdades Escondidas que se revelou um poço sem fundo de violações
das mais elementares à legislação, algumas mesmo de índole criminal a que não é
alheio o facto de o Processo com os doc.s originais estar nas mãos da PolíciaJudiciária, mas de onde ressalta claramente o favorecimento material pela
Câmara a uma entidade privada, tão habitual no executivo camarário anterior e
que o actual, nem a maioria dita da oposição, consegue por termo, antes
compactua.
Como ainda
estou a digerir este processo, informação detalhada e conclusões ficam para
breve.
Ligações
para:
>Ficha técnica de Piton
>Ficha técnica de Piton
quinta-feira, 17 de julho de 2014
Prestação de contas aos munícipes de Olhão
Não é hábito,
os eleitos locais darem a conhecer ao longo do exercício do mandato a sua actividade, deixando-a a um
permanente escrutínio dos eleitores.
Se exceptuarmos o presidente da Câmara que está vinculado com a apresentação de
informação a cada uma das cinco reuniões ordinárias anuais da Assembleia
Municipal, de resto, vereadores e deputados municipais contarão algumas coisas
lá aos amigos do partido conforme a formação partidária é mais ou menos
organizada e exigente para com os seus representantes.
Munícipes mais informados, são cidadãos mais activos
Poder-se-ia
invocar que as Actas são públicas e estão acessíveis a todos pela net, mas nem
isso serve, as das reuniões do executivo são altamente sintéticas, dando ideia
que se trata de reuniões de bonecos autómatos que levantam a mão (será?) para o
sim, não ou talvez, estas mais as da Assembleia Municipal registam mas não se
acompanham com as declarações de voto.
O público
também pode assistir às reuniões, as da Câmara só a última de cada mês é
pública, as da AM são todas. Mas o público debanda assim que é cumprido, logo
no início, o período em que pode intervir e com uma certa razão, não consegue
acompanhar o que está em apreciação porque não lhe é facultado previamente o
conhecimento dos documentos que estão em discussão.
Eu, não irei
deixar os eleitores olhanenses que votaram na lista de cidadãos Novo Rumo e
todos os munícipes no desconhecimento do meu trabalho na A.M. , assim que de
cada vez que seja publicada a Acta da reunião, cá estarei a dar contas.
Os munícipes tem o direito a saber como é usado o seu rico dinheirinho nas mãos da Câmara
Para esta última reunião, de 27-06-14, a minha
falta de experiência nestas andanças contou, apresentei uma moção que se transformou em pedido de esclarecimento sobre a
importância de a Câmara dar a conhecer publicamente o que está a ser planeado
relativamente a três Planos de Ordenamento estruturantes para Olhão, o PDM –
Plano Director Municipal, o PPZHO – Plano de Pormenor da Zona Histórica de
Olhão e o PP do Parque Urbano … ficou em nada, fica no segredo dos deuses, os
munícipes não tem o direito em saber o que se projecta para o seu concelho, nem
como se gasta o dinheiro de todos, só o PPZHO numa assentada já levou 250.000,00 €.
Mais uma
recomendação ao executivo, a propósito das comemorações do dia da cidade, onde
consta uma proposta de iniciativa que irá (iria) envolver a comunidade
estudantil na investigação e estudo da história local com apresentação de
trabalhos literários e artísticos, o resultado é melhor ler na Acta.
Relativamente
a três pontos da Ordem do Dia apresentei Declaração de Voto que
incompreensivelmente não constam apensas à Acta, conforme é divulgada no site
oficial, assim como as de outros deputados municipais.
A
Consolidação de Contas de 2013, ponto 15 da OD, votei contra a sua aprovação ao contrário da digníssima assembleia
que não se preocupou com 1.454.000,00 € que o executivo persiste em não
justificar, mas que o Sr. presidente tranquiliza com o à vontade de uma “auditoria”
que até já foi pedida.
O que não
corresponde à verdade, o que foi aprovado pelo executivo, com os votos contra
do presidente e vereadores do PS foi um pedido de acção fiscalizadora a alguns
processos administrativos do anterior executivo que tem o valor de queixa para
a Inspeção Geral de Finanças, agora também com as funções do ex-IGAL (Inspeção
Geral das Autarquias Locais), que será junta a outras numa inspeção de rotina.
A tão
prometida auditoria, bandeira eleitoral do PSD e BE foi simplesmente abandonada,
em troca de nada que contribua para uma governaça transparente na Câmara de
Olhão.
Habitação
social, por uma atribuição mais justa e transparente
O
Regulamento da Atribuição e Gestão das Habitações Sociais do Município, ponto
16 da OD, votei a favor. Pela necessidade de existirem regras claras quanto à
atribuição das habitações em vez de estar ao livre arbítrio do executivo, mas
como tenho reservas que assim aconteça, apresentei declaração de voto.
Promiscuidade
e gestão sem transparência, com financiamento garantido na Ambiolhão.
Os seis Contratos
Programa com a Ambiolhão levaram um voto solitário contra, o meu, que dupliquei
na declaração de voto.
Trata-se simplesmente
da mais descarada e injustificada materialização da continuação da política de
rapinanço e esbanjamento dos bens e recursos públicos, neste caso municipais.
Respondendo
ao Sr. presidente, fora do local a A.M. é certo mas imprescindível para que se
conheça com quem estamos a tratar, relatórios da IGF conheço este e diz exactamente o contrário do
que o Sr. António Pina invoca a favor.
PS:
agradeço comentários, pedidos de esclarecimento ou outras dúvidas, até anonimamente podem ser feitos mas prefiro saber a quem respondo.
agradeço comentários, pedidos de esclarecimento ou outras dúvidas, até anonimamente podem ser feitos mas prefiro saber a quem respondo.
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quarta-feira, 2 de julho de 2014
PDM de Olhão na fase reservada
aos negócios
escuros
A mentira
nunca sobrevive até alcançar idade avançada. Sófocles
Na última
reunião da Assembleia Municipal o presidente da Câmara foi confrontado com a
necessidade de prestar informações sobre a situação em que se encontra a
revisão do Plano Director Municipal e o que passou para o plenário dos
representantes dos munícipes e público presente foi zero, ou antes que qualquer
coisa se passasse.
Disse o que quis
para manter no desconhecimento dos olhanenses o que se está a cozinhar de
alterações às regras de ocupação e utilização da área de território abrangida pelo
concelho.
Da ocultação
destas informações beneficiam os privilegiados que delas têm conhecimento, os
amigos dos negócios imobiliários que sabem antecipadamente de quais as zonas e
terrenos que vão ser valorizados pelas alterações, permissão e condicionantes
para a edificabilidade ou outro uso para os solos.
O PDM é o
instrumento mais importante que as comunidades concelhias dispõem para decidir
sobre o concelho que querem ter, a sonegação de informação aos munícipes sobre
o que projecta por parte da Câmara é a forma mais abjecta de negar a
participação aos cidadãos.
António
Pina, em 2011 no dia 12 de Outubro aprovou, enquanto vereador, o Relatório deExecução do PDM-O e a Abertura do Procedimento da revisão do PDM, que já custou
umas centenas de milhares de euros ao erário municipal, dizer que não se passa
nada é memória demasiado curta.
Os actuais
vereadores se não se desmarcarem destas posições acabam também por ser
responsáveis.
A Assembleia
Municipal, os seus membros, não foram eleitos para deixarem o executivo a
rédeas soltas, sem fiscalização da sua actividade.
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Relatório de Execução de PDM- Olhão: pode ver aqui em PDF
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segunda-feira, 23 de junho de 2014
Transparência na Câmara de Olhão: ainda mora ali, ao lado!
Uma das
promessas, comum a todos os candidatos à Câmara de Olhão, foi a abertura da
câmara aos olhanenses, PSD e BE foram mais longe, invocaram a transparência
como bandeira.
Nove meses
depois e a transparência não nasceu, abortou nos trabalhos.
No dia 5
deste mês pedi (ver) à Ambiolhão que fosse informado do nome e componentes dos
herbicidas em uso no combate às plantas infestantes nos espaços públicos, até
hoje, nada.
Silêncio
total.
No dia 6, fiz
entrega pessoal no Balcão de Atendimento de um pedido (ver) de acesso, para
consulta, de um processo de licenciamento e construção, mais uma vez, estou
ainda à espera de resposta.
Silêncio total.
Inconformado,
porque em ambos casos já tinha decorrido o tempo para resposta, 10 dias úteis, enviei
uma comunicação ao Sr. Presidente com conhecimento a todos os Vereadores com um
protesto/reclamação (ver) pela falta de resposta e satisfação dos pedidos,
porque até agora admito que ainda não teve tempo e pelo fim-de-semana, fico a
aguardar quanto tempo e se há resposta.
Um vereador,
atenciosamente, acusou e respondeu, vai indagar o que se passa se bem que sem
surpresas que isso aconteça, diz que “São
hábitos que têm forçosamente que ser alterados.”
Trata-se de
informações e documentos públicos, não são nenhum segredo de Estado nem com
informações pessoais ou privadas, são da administração, é a própria que lei
estabelece (ver) que sejam públicos e aberto o seu acesso.
Aguardemos ….
sábado, 21 de junho de 2014
Assembleia Municipal: participação cidadã
Eu, não
serei exactamente um representante dos cidadãos eleitores, mas antes, procurarei
ser um cidadão escolhido para a Assembleia Municipal para aí exercer a
cidadania.
Nas Assembleias
Municipais, o eleitorado está representado pelos chamados deputados municipais,
escolhidos e postos a sufrágio por partidos políticos, mesmo que algum destes
escolhidos se apresente como independente, não o é inteiramente, teve que
aceitar compromissos, mútuos, com o partido que o aceitou candidatar.
A lei
eleitoral, admite quase como excepção que cidadãos independentes, de forma
muito condicionada também possam concorrer, os regulamentos destes órgãos de um
modo geral também os tratam como espúrios.
Por estas e
outras a minha tarefa não vai ser fácil, mas parto com um: Cidadãos, vamos à
luta!
Para esta
reunião de 27, constam dois pontos para antes da O.T. que apresentei.
Um a propósito, do dia da cidade, uma
recomendação que visa a mobilização, em particular da juventude estudantil para,
por, pelo estudo e investigação elaborem trabalhos criativos nas mais diversas
formas de expressão sobre os acontecimentos e ambiente histórico nos tempos de
1808 que deram origem criação de Olhão e sua divulgação pública na altura
evocativa.
Uma forma
para as gerações vindouras – os jovens de hoje – e os de hoje conhecerem a
história de um povo que em determinada altura quis mudar o destino.
Outro, uma
proposta para que o executivo camarário dê a conhecer ao público o que a Câmara
tem andado a fazer, a estudar, a projectar sobre a ocupação do território que
pretende dar ao concelho.
São planos
de ordenamento, já iniciados há bastantes anos, com bastantes milhares de euros
gastos em estudos e tal, guardados a sete chaves do conhecimento e participação
opinativa que vão definir a Cidade e concelho no futuro e nós os cidadãos munícipes
temos o direito a dar a nossa opinião e participar na decisão da
cidade que queremos.
Trata-se do
Plano Director Municipal, do Plano de Pormenor da Zona Histórica de Olhão e do Plano
do Parque Urbano de Olhão.
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domingo, 15 de junho de 2014
16 de Junho, Dia da Cidade de Olhão
Cidade cada
vez mais desmemoriada
Esta data
tem um particular significado, foi em 1808 neste dia que estoira em Olhão uma
revolta contra a presença das tropas do exército de Napoleão e o início de uma
série de acontecimentos que vem a culminar com a criação da Vila de Olhão da
Restauração pelo Príncipe Regente, futuro Rei D. João VI, autonomizando-se a
então aldeia, com estatuto administrativo e político, de Faro.
Neste ano de
2014, as cerimónias oficiais resumem-se, porque outras não há, ao estritamente
obrigatório pela força da inércia nestas circunstâncias: içar bandeiras, deposição
de coroa de flores aos heróis subversivos de então, um medalhamento em merecidos,
imerecidos, regimentais e outros peitos de agentes interventores no município e
como é hábito vindo de trás, Almoço para os convidados selecionados no
Restaurante “O Lagar”.
Pelos entreténs,
umas inaugurações e animação musical que poderiam ser em qualquer outro dia que
ninguém notava a diferença.
Nem uma só iniciativa
identitária que mobilize a população de Olhão.
A nova
vereação não consegue mobilizar as energias locais nem julgar o passado nefasto
para as mudanças necessárias que o concelho e seus habitantes esperaram nas
últimas eleições.
Governam sem
leme, à deriva, ao sabor do vento ou onda de circunstância.
Na próxima Reunião
da Assembleia Municipal, dia 27, como deputado municipal vou propor a
recomendação ao executivo camarário que para o próximo ano seja tomada uma
iniciativa que mobilize a comunidade escolar em torno desta data, com a
constituição de uma Comissão para o efeito em que participem de entre outros a
APOS e o Elos Club, associações que em anos recentes desenvolveram actividades
neste campo, de modo a que já esteja definido no início do próximo ano escolar
as linhas mestras do projecto para que possa ser adoptado pelas escolas do
concelho.
Às 10h30 do
dia 16 Junho 1808, Corpo de Deus, nessa altura, à entrada para a missa o
Coronel José Lopes de Sousa, rasga o Edital de Junot afixado à porta desta
igreja, mais uma fagulha para cima da pólvora.
quinta-feira, 24 de abril de 2014
25 de Abril
Heróis?
Um.
O Povo.
Saindo para
a rua e logo aí impôs a liberdade, desobedecendo desde o primeiro momento às insistentes
ordens militares para se manter recolhido em casa.
E depois, o
fazer de novo um país que ao fim de quarenta anos é uma desilusão.
Viva o
sonho!
terça-feira, 19 de novembro de 2013
O risco de não haver auditoria à Câmara de Olhão
Não há
fartura que por vezes não dê em penúria e desta vez é com as propostas de
auditoria à Câmara Municipal de Olhão.
Na quarta-feira,
dia 20, vai ser presente ao executivo camarário, a última palavra ainda vai
caber ao presidente se a inclui na ordem de trabalhos, a proposta dos
vereadores PSD à realização de uma auditoria à Câmara, no dia a seguir cabe à
Assembleia Municipal decidir pela aprovação ou não de nova auditoria propostapelo BE.
A primeira proposta
pretende ser aos dois últimos mandatos autárquicos (oito anos) e não é não é
explícita se também abrange as Empresas Municipais, já a do BE é à Câmara e
Empresas e aos últimos cinco anos.
Quanto à
matéria objecto, a do PSD pretende que seja realizada “Auditoria Externa de
Demonstrações Financeiras e Auditoria Jurídica/Administrativa”, a do BE “às contas”.
É notório
que a serem aprovadas e realizadas as duas auditorias há em parte substancial
uma duplicação de trabalho e de custos, para pagar a curiosidade em saber se na
matéria comum as conclusões serão iguais, mas sempre uma curiosidade que terá
custos aos munícipes.
A actividade
da Câmara não se circunscreve à que é desenvolvida directamente pelos seus
funcionários e srviços ou que contrata com entidades exteriores, ela em grande
parte como o saneamento, o abastecimento de água, a cobrança dos bilhetes no Auditório
e Piscinas Municipais … assim como a organização do abastecimento público de
bens alimentares nos Mercados Municipais através de umas Empresas Municipais
que criou e que gerem milhões de euros, parte substancial do orçamento
camarário, cuja principal justificação para a sua existência são os próprios
custos com as suas próprias administrações numa rede de promiscuidades com os
serviços camarários. E este universo “empresarial” também deve estar sujeito a
uma investigação sobre a normalidade legal em como tem decorrido e a proposta
do BE, neste aspecto, responde positivamente.
Estas propostas
completam-se, cada uma por si, são coxas.
A aprovação
de qualquer uma delas não é certa, ambas precisam que a totalidade da oposição faça
valer a sua maioria, tanto no executivo camarário como na Assembleia.
O PS está
contra, o Presidente António Pina já o declarou, na primeira e até agora única
reunião camarária pública confrontei-o com a situação da auditoria prometida no
decurso da campanha eleitoral ao que afoito respondeu “que não tinha prometido,
estava contra e não tinha sido abordado pela vereação”. Posteriormente já
divulgou na imprensa uma suposta «análise contabilística detalhada ao passivo
da Câmara e das Empresas Municipais», numa clara tentativa de esvaziar um dos
objectivos da auditoria.
O desejável
seria que as propostas fossem fundidas no que se complementam e daí, aprovada nos dois órgãos e ficasse a AM
a acompanhar permanentemente com uma comissão para o efeito.
terça-feira, 15 de outubro de 2013
1º teste prático a António Pina na Câmara de Olhão
Depois de
dadas e tomadas as posses dos novos titulares da Câmara e Assembleia Municipal
e afastado que está o principal responsável pelo descalabro em que se encontra
Olhão e a sua Câmara há que por as mãos no trabalho.
Aos edis,
cumprirem com as suas obrigações decorrentes das funções e aos munícipes com os
seus direitos exigirem uma nova política para a condução da prática camarária na
satisfação dos interesses comunitários.
Na Câmara,
António Pina tem já marcada uma reunião para receber os representantes dos pais
dos alunos da Escola nº5, indignados pelas condições em que se encontram os
seus filhos, instalações degradadas, sem higiene, sem pessoal auxiliar
compatível com o número de alunos e agora com uma sobrecarga de horários que
desdobrados está ocupada desde as 7h50 às 18h35 com crianças do 1º ciclo.
Problema antigo,
ficará mais uma vez sem resolução?
Vai ser um
teste à nova governação.
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domingo, 13 de outubro de 2013
o fim do Leal cacicato em Olhão
Realiza-se
amanhã uma cerimónia ritual da democracia em que vivemos, a tomada de posse dos
eleitos para os dois principais órgão do poder local em Olhão, a Câmara e a
Assembleia Municipal.
Costuma ser
uma estopada para quem por acidente se atreva a assistir, uma repetição de
quatro em quatro anos de troca de lugares ou manutenção nos mesmos dos mesmos
da mesma família política, daí que só os envolvidos costumem aparecer.
Desta vez a
coisa é diferente, temos uma renovação de quase 90% dos eleitos, temos nos dois
órgãos uma maioria de eleitos por formações partidárias (PSD/CDU/BE + NR) que
se apresentaram ao eleitorado claramente contra o já “regime” do PS, ou melhor
de uma família política e de interesses que tem girado nos últimos anos à volta
de duas personagens, Francisco Leal e António Pina acobertadas no PS.
São os
responsáveis maiores pelo estado de submundo em que Olhão está transformado, o
concelho com das mais altas taxas de desemprego, de necessitados de apoios
sociais, de maior endividamento autárquico, de baixa qualidade de vida, de qualidade
dos serviços camarários.
Um concelho
vendido, nas suas mais valiosas áreas de ordenamento, a interesses do
imobiliário especulativo.
Amanhã,
António Pina vai ainda tomar posse como Presidente da Câmara mas tudo indica
que não virá a ter poderes ilimitados porque vai ter uma maioria de vereadores
na oposição (PSD/CDU/BE) que lhe vão exigir prestação de contas e só autorizar
e aprovar as que comummente acordarem como de interesse para a comunidade.
Francisco
Leal, vai tomar posse como deputado municipal, ainda vai dirigir a seguir à
tomada de posse ao início dos trabalhos da 1ª Reunião da Assembleia Municipal,
mas concluída a eleição para a sua Mesa, acaba o seu “reinado”, o lugar com que
estava a sonhar não vai ser seu, vai ser para a oposição, mesmo que para um
opositor sem merecimento do lugar.
Com o
afastamento destes personagens ficam criadas as condições para que Olhão se
encontre consigo próprio, de gentes de trabalho, trabalho há que exigir aos
novos autarcas que também merecem um benefício de dúvida.
Esta cerimónia,
amanhã, deve merecer a presença dos olhanenses.
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